Deserto do Atacama – Chile

Atacama

Atacama

Em Janeiro de 2015, com sete dias das férias, conseguimos conhecer um pouco do Chile e da Bolívia. Vou contar pra vocês o que deu pra visitar nesses dois países, começando pelo Chile.

Pesquisei bastante antes da viagem, li várias coisas em blogs, sobre o que daria pra fazer em cada País, e como nosso tempo seria limitado, tive que selecionar bem as atrações. Uma coisa que eu tinha certeza que faríamos, era a travessia do Deserto do Atacama até o Salar de Uyuni na Bolívia, devido a isto, ficamos apenas 3 dias no Chile.

Como eu e o Rafa não falamos espanhol, escolhi o Hostel Ayllu para nos hospedarmos, pois a dona é uma Brasileira, o que facilitou até os e-mail trocados antes da viagem.

Decidimos fechar a hospedagem e os passeios com o Ayllu, já que eles possuem também, pacotes de expedições. Como fomos em Janeiro/Fevereiro (alta temporada), achamos ser mais sensato reservar tudo com antecedência, para não correr o risco de não conseguir fazer o que queríamos.

Nosso voo estava marcado para o dia 26/01 às 07:25 a.m., chegamos bem cedo no Aeroporto Internacional de Guarulhos e fizemos o check in, este primeiro avião nos deixaria no Aeroporto Arturo Merino Benitez, em Santiago, por volta das 10:30 a.m., dai teríamos que pegar outro voo às 11:50 a.m. até o Aeroporto El Loa em Calama, porém, o nosso voo em Guarulhos atrasou DUAS horas e fomos conseguir pegar o primeiro avião somente às  09:30 a.m.. A essa altura do campeonato eu já estava sofrendo pensando na escala que perderíamos em Santiago, devido ao atraso. O Rafa já fez outras viagens internacionais, mas esta era a minha primeira, eu estava ansiosa e cheia de expectativas, ele me acalmou dizendo que não tinha problema esse atraso, que lá em Santiago pegaríamos o próximo avião que estivesse indo para Calama, desde que eu explicasse (em espanhol ou inglês) o ocorrido para a atendente. Acontece que eu só falo português, fiz apenas uns 06 mês de espanhol, que me ajudaram a saber como agradecer e cumprimentar, o que não era suficiente para explicar toda uma história sobre o atraso do voo.

Chegamos em Santiago quase 1 da tarde e a primeira coisa que falei pro Rafa foi: “Não vou explicar nada, explica você”. Como ele não tinha escolha, foi lá e conversou com a atendente. Rapidamente conseguimos um voo para Calama, que saiu 1 hora depois, e teve duração de 2 horas, chegamos lá por volta das 2:30 p.m., e ainda tínhamos que pegar um transfer do aeroporto até São Pedro de Atacama. Eu já tinha feito uma reserva com a empresa de Transporte Turístico Pampa, não precisei pagar nada antecipadamente para eles, chegando lá já é possível ver várias empresas especializadas em Transporte até o Atacama, avistamos a que tínhamos escolhido e mais uma vez, o Rafa por livre e espontânea vontade foi lá praticar o seu inglês e pagou nossas passagens, que na época custaram $20.000 pesos chilenos por pessoa (ida e volta). A duração da viagem de Calama até o Atacama foi em torno de 1:20 minutos, e foi super tranquila, no caminho já dá pra entrar no clima do deserto, com a paisagem.

Já no Hostel, fomos recebidos por uma atendente que falava espanhol, e pela primeira vez na viagem eu arrisquei “outro idioma”: o Portanhol, e para minha sorte ela me entendeu e até brincou falando que como recebiam muitos Brasileiros ela também era fluente em Pontanhol. O Hostel é muito bonito e tem um clima super jovial, eles também possuem restaurante e bar, gostamos muito de lá. Ficamos em um quarto de casal com banheiro privativo, uma gracinha e super confortável.

Hostel Ayllu

Hostel Ayllu

Neste primeiro dia, como estávamos bem cansados, fomos apenas dar uma volta pelo centro do Atacama e comemos em uma lanchonete, por incrível que pareça, caiu a maior chuva quando estávamos comendo, ainda nos molhamos um pouquinho na volta. Na minha cabecinha, era raro chover no deserto.

Lanchonete

Lanchonete

No dia seguinte, o Tranfer da Ayllu nos pegou por volta das 05:00 a.m.  para o nosso primeiro passeio, e fomos conhecer o Geyser El Tatio, que está a 4.300 metros de altitude. Os geyser são colunas de vapor que saem para a superfície através de fissuras na crosta terrestre, alcançando a temperatura de 85°C e 10 metros de altura, eles são formados quando rios gelados subterrâneos entram em contato com rochas quentes. A estrada que leva até o campo geotérmico é cheia de curvas e sem sinalização, pode ser que aconteça de você sentir o mal das alturas (soroche), alguns turistas que foram com a gente, ficaram enjoados com o balançar da van. Eu e o Rafa não sentimos nada (além de frio).

Caminho para o Geyser El Tatio

Caminho para o Geyser El Tatio

Caminho para o Geyser El Tatio

Caminho para o Geyser El Tatio

Caminho para o Geyser El Tatio

Caminho para o Geyser El Tatio

Geyser El Tatio

Geyser El Tatio

Geyser El Tatio

Geyser El Tatio

Geyser El Tatio

Geyser El Tatio

Chile

Geyser El Tatio

Geyser El Tatio

Geyser El Tatio

Geyser El Tatio

Geyser El Tatio

Geyser El Tatio

Geyser El Tatio

Geyser El Tatio

Geyser El Tatio

Geyser El Tatio

Geyser El Tatio

Geyser El Tatio

Geyser El Tatio

Geyser El Tatio

Geyser El Tatio

Geyser El Tatio

Geyser El Tatio

Geyser El Tatio

Geyser El Tatio

Atacama

Atacama

Atacama

Atacama

Lhama

Lhama

Pueblo de Machuca

Pueblo de Machuca

O passeio foi bem agradável, e ainda teve um café da manhã no meio do campo geométrico, com direito até a ovos mexidos, na volta passamos em uma comunidade chamada “Povo de Machuca”, onde vendiam artesanatos e carne de lhama. Chegamos no Hostel lá pela hora do almoço, e fomos dar mais uma volta pelo centro, que é muito legal, cheio de lojinhas com souvenirs, restaurantes e mercadinhos.

 

De tarde fomos ao segundo passeio, o  Valle de La Luna e de La Muerte, que eu particularmente amei, bem no estilo deserto, cheio de rochas e areia. O guia que nos acompanhou foi um senhor muito simpático, nos apresentou cada lugar contando a história com muitos detalhes, como foi tudo em espanhol, muitas coisas nós não entendíamos, mas só pela empolgação dele, já era suficiente para transmitir o clima bacana do lugar.

Valle de La Luna e la Muerte

Valle de La Luna e la Muerte

Valle de La Luna e la Muerte

Valle de La Luna e la Muerte

Valle de La Luna e la Muerte

Valle de La Luna e la Muerte

Valle de La Luna e la Muerte

Valle de La Luna e la Muerte

Valle de La Luna e la Muerte

Valle de La Luna e la Muerte

Valle de La Luna e la Muerte

Valle de La Luna e la Muerte

Três Marias

Três Marias

Três Marias

Três Marias

Valle de La Luna e la Muerte

Valle de La Luna e la Muerte

Valle de La Luna e la Muerte

Valle de La Luna e la Muerte

Valle de La Luna e la Muerte

Valle de La Luna e la Muerte

O passeio é bem tranquilo, exceto pela subida de uma enorme duna, mais ou menos 20 minutos de caminhada (se arrastando), pois o pé afundava muito na areia, além do vento forte. Eu estava de coturno com um pequeno salto, tive muita dificuldade para subir, cansei bastante, mas não desisti. Lá de cima é possível ter a vista de todo o Valle de La Muerte, uma vista de tirar o fôlego de tão bonita. Valeu o esforço!

Valle de La Luna e la Muerte

Valle de La Luna e la Muerte

Valle de La Luna e la Muerte

Valle de La Luna e la Muerte

Valle de La Luna e la Muerte

Valle de La Luna e la Muerte

Finalizamos o passeio passando na Pedra do Coiote, onde pudemos ter uma vista do vale abaixo com o sol se pondo, lá é um lugar bem disputado para tirar fotos, tanto que forma até fila. Antes de irmos embora, ainda tomamos um café da tarde que foi montado ao lado da van.

Pedra do Coyote

Pedra do Coyote

Pedra do Coyote

Pedra do Coyote

Valle de La Luna e la Muerte

Valle de La Luna e la Muerte

Voltamos para o Hostel e tratamos de arrumar nossas mochilas, pois no dia seguinte teríamos que acordar bem cedo para pegar a van que nos levaria até a alfândega do Chile, para começar nossa travessia pela Bolívia, até o  Salar de Uyuni. Conto tudo no próximo post.

Atacama

Atacama

Deserto do Atacama – Hostel Ayllu: Ambiente divertido e jovial, quarto de casal bonito e confortável, praticidade por possuir serviços de expedições. Bom atendimento. Nota: ♣♣♣♣♣.


 

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