Eurotrip – Parte I

Sim, todos somos livres, mas quão longe da sua zona de conforto você já foi?

Em 2013 faltando alguns dias para minhas férias, eu ainda não sabia o que fazer para aproveitá-la, então me perguntei, qual lugar do mundo eu sempre quis conhecer?

Sem dúvidas esse lugar era a Itália, como tenho descendência Italiana, sempre quis saber quais os traços culturais em mim remanescentes desta cultura

Consultei um site de compras de passagens e tentei encontrar o destino com as passagens mais baratas para a Europa (tática nada profissional), logo apareceu Paris, com escala em Madri. Fiquei imaginado Paris, Roma, Veneza, Londres, Madri, Munique, Amsterdã, Praga, Toscana e tantas outras. Uma semana? 15 dias? 20 dias? Por que não um mês?

Um mês!

Após a compra das passagens, o próximo passo deveria ser a definição dos destinos, mas preferi ir sem rumo certo, a única certeza era que eu começaria por Paris, assim poderia ao longo dos dias conversar e pedir dicas a outras pessoas, para escolher os destinos que mais me agradassem.
(Pulado) Passado esta etapa, me foquei no que poderia levar, limitado ao espaço da mochila cargueira Curtlo Highlander de 60l e da mochilha de ataque Curtlo Kalahari que havia acabado de adquirir na Mundo Terra, eu sabia que teria que escolher bem o que levar, e para evitar sofrer por ansiedade, sofri por procrastinação, resultado, ainda na madrugada da viagem não tinha arrumado minha mala, optei por levar apenas o essencial, minha câmera e uma segunda muda de roupa.

Bora para o Velho Continente…

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A viagem foi tranquila ate Madri, que alias tem o aeroporto mais lindo e gigante que conheci.

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Ao chegar em Paris, fiquei feliz em perceber que praticamente todo mundo falava inglês, diferente do que sempre era dito no Brasil, que eles não gostavam de falar nesse idioma, não tive nenhum problema.

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Outra coisa que me chamou atenção foi que, apesar do aeroporto de Orlyt não ficar no centro, havia transporte (trem/metro) que ligava o aeroporto ao centro de forma rápida e segura.

Deixando as mala no Hostel (Vintage Hostel), era a hora de me perder em Paris e por mais que a malha do metrô de Paris mereça ser elogiada, eu sempre prefiro andar, pois há tantas coisas que deixamos de ver quando usamos o metrô, por isso, se estiver de ferias, desacelere e descubra lugares, cheiros e sabores inesperados.

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Como Paris é uma cidade plana e quase não há prédios no centro, a Torre Eiffel faz parte da paisagem à quilômetros de distancia.

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Com a vista da torre ao longe, era impossível não seguir em sua direção.

Ao chegar pelo Campo de Marte, percebi que apesar de simples em sua forma, o parque era muito bonito, e mesmo a metros da torre, ainda era um local calmo para sentar-se em um banco e contemplar a paisagem que mesclava amontoado de chineses em excursões com 30 pessoas, corredores, trabalhadores e mamães com suas crianças.

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Chegando mais próximo da torre é possível ver pessoas descendo de seus transportes turístico com seus guias e se amontoando para tirar fotos, logo em seguida correndo novamente para seus ônibus de excursão, como se tirar a foto junto à torre fosse mais uma figura no álbum de figurinhas da vida (Pacote 7 dias, 13 países?!?!?), é interessante ver como nas ruas próximas à torre a vida segue calmamente em oposição a este amontoado de pessoas.

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Apesar de não gostar de café, o clima mais fresco da Europa em sua primavera me fez por vários dias parar nesses pequenos cafés para tomar um cappuccino, sim, a vista ajuda um pouco também  =)

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Mas como Paris vai muito além da Torre Eiffel, havia ainda muito para se conhecer, na caçada ao arco do triunfo, em alguns momentos, precisei abrir o mapa turístico e é incrível como bastava abri-lo para aparecer pessoas solicitas querendo ajudar.

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Arco do Triunfo

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Me situando no Eixo Histórico (via real), que é uma linha de monumentos que se estende do centro de Paris ao Oeste, aproveitei para conhecer o Arco do Triunfo (que fica no encontro das avenidas Charles de Gaulle e a famosíssima Champs-Élysées), jardins des Tuileries, Place de la Concorde, e assim, seguir ate o centro empresarial La Défense, casa do Grande Arco de La Défense, uma longa caminhada, mas que valeu cada passo.

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No dia seguinte, resolvi seguir o eixo histórico em direção oposta, para conhecer o Louvre, ou ao menos parte dele, pois ele é imenso, ao retornar, resolvi passar novamente no Campo de Marte (como é legal ter lugares interessantes tão próximos).

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Lá, resolvi comer um hot dog (gordice) e ver se este seria um sabor que sentiria falta ao retornar para o Brasil, mas, ao analisar o lanche com sua salsicha estranha, resolvi incrementar com bastante mostarda, quando dei a primeira mordida, comecei a sentir uma ardência na maçã do rosto, que começou a incomodar minha respiração, dai lembrei que não sabia nem pedir agua em francês, naquele momento pensei que iria morrer em Paris devido a uma alergia que eu nem sabia que tinha (nada contra morrer, todos morrem, mas ao menos poderia ser ao fim da viagem, em um acidente de avião, no retorno, após ter aproveitado toda a viagem).
DSC_1834_tonemappedApós uma lata de Coca-Cola inteira essa ardência, para minha sorte, diminuiu, por via das dúvidas, na próxima vez pedirei um Quarteirão, que como havia aprendido em Pulp Fiction, aqui se chamava Royale Cheese.

 

 

 

Um dos objetivos em Paris era conhecer a Catedral Gótica de Notre Dame, apesar da famosa beleza da parte externa, fiquei surpreso com seu interior e seus imensos vitrais que dão cores incríveis ao lugar.

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Mas o que me chamou mais a atenção foi essa “casinha” ao lado da imensa catedral…

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P1060353_tonemapped DSC_0249_tonemapped DSC_0308_tonemappedO Jardim atrás da catedral, vazio, se comparado a entrada da igreja, também era muito bonito, e ainda pude presenciar uma bandinha fanfarra mandando Killing in The Name, que infelizmente não consegui filmar, e por mais que a mistura pareça não dar certo, ficou ótima.

Segue um vídeo de outra fanfarra mandando esse hino:

Outra coisa que me chamou atenção, é que muitas sinalizações são discretas e combinam com a paisagem, e que caso você não esteja atento, poderá passar direto.

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A poucos metros do Hostel, estava o monte mais alto de Paris, e nele a Basílica do Sagrado Coração, ou Sacré Cœur.

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Também não pude deixar passar a chance de ver a Torre ao anoitecer…

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Terminado de conhecer um pouquinho de Paris, era hora de arrumar a mochila e seguir meu caminho rumo a Londres.

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Coisas que me chamaram atenção em Paris:

  • As pessoas em sua grande maioria se vestem bem.
  • Andar de bike é normal, e não apenas entre os mais novos, todos lá usam bike.
  • Muitas vezes a ciclovia passa ao longo da calcada e mesmo assim todos se respeitam.
  • Não importa a velocidade que o carro esteja vindo, eles param para você atravessar na faixa.
  • Apesar das estações de metrô serem limpas, elas passam a impressão de encardidas.
  • Há vários mercados pequenos, o que permite que se compre e trabalhe perto.