Eurotrip – Parte III

Ainda em Londres decidi que meu próximo destino seria Veneza, pesquisei alguns sites para comprar passagens de trem até lá, mas infelizmente já estavam esgotadas, está ai um mal motivo para viajar fazendo o mínimo de planejamento (faça o que eu digo, mas não faça o que faço).

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Consegui comprar uma passagem de avião ate Roma e de lá eu pegaria um trem ate Veneza. A chegada em Paris foi tranquila, assim como o voo, mas quando cheguei em Roma, por volta das 23:00, que começou a minha aventura, pois percebi que o aeroporto estava bem vazio, e suas lojas estavam fechadas. Não havia mais metro para o centro de Roma, e como meu trem com destino a Veneza sairia as 5:00 horas da manha, tive que pegar um táxi até o terminal de trem, o que não foi barato.

Chegando no terminal, o taxista me deixou a uns 50 metros da entrada, porque seria mais fácil para ele retornar,  havia alguns moradores de rua dormindo ao redor do terminal, entrei rapidamente pois já estava com todos os meus pertences na mochila. Quando entrei, reparei que todas lojas estavam fechadas, e havia poucas pessoas por lá, embora todas as cadeiras estivessem ocupadas, sabia que ainda teria uma longa espera ate a saída do meu trem, que seria as 5:00 horas (tudo bem, é por isso que sempre vale à pena ter um livro na bolsa), foi quando um Belga, Mr Stig (que tem o nome mais legal que já vi), veio conversar comigo, sobre como estava estranho aquele terminal, ficamos conversando e fomos para perto da plataforma de embarque, Stig tinha um trem as 4:30 horas para Sardenha (que infelizmente não tive tempo para conhecer, mas com certeza estará em um próximo roteiro pela Europa), ficamos conversando sobre viagens enquanto esperávamos.

Após alguns minutos, um policial italiano veio falando alto de longe, algo como (sim meu Italiano é bem ruim, sei falar Italiano apenas com as mãos) “Vocês precisam sair…“, pensei não ter entendido direito, olhei para o Stig, que sabia menos italiano do que eu, e respondi em inglês ao policial, que estávamos esperando nosso trem, ele me cortou novamente em Italiano e mandou algo como “vocês precisam sair, o terminal vai fechar“, reforcei, em inglês (será que teria que pegar meu dicionário Italiano – Português!?), que estávamos apenas esperando nossos trens, então mostrei o ticket, mas ele continuou falando em seu idioma, que precisávamos sair e voltar no dia seguinte.

Pois é, nem tudo é tão fácil quando se viaja sozinho e sem planejamento…

Saimos de lá e fomos procurar algum bar para passar o tempo até amanhecer, então, de volta à parte de fora do terminal, estávamos eu e o meu mais novo amigo com nossas mochilas, em Roma e de madrugada. Descartamos ficar nos entornos do terminal, resolvemos sair a caçada de um Pub, na primeira barraca de lanche que parei, tive que treinar o meu italiano e perguntar onde encontraríamos um Pub que ficasse aberto de madrugada, e por mais que eu tentasse, a única resposta que recebia, era “Não”.  (Não o quê? Não de não sabe ou não de não quero ajudar?  😕 ), de qualquer forma, continuamos andando até achar um bar aberto, Stig me mostrou uma cerveja de seu país, a Delirium Tremens, ficamos conversando sobre viagens, ele disse que todo ano pega uns 2 ou 3 meses para viajar pela Europa (onde ele consegue patrocínio para isso?), disse que havia visto uma foto de Sardenha e queria ir para lá, falou também que a esposa dele levava numa boa essas peregrinações.

Como conversar sobre viagem é sempre muito legal  e parece criar um laço entre as pessoas que compartilham de um destino, o tempo passou sem que percebêssemos, voltamos ao terminal e cada um tomou seu rumo.

Enfim cheguei ao trem, sentei no meu acento e só quis dormir, mas havia um padre Argentino ao meu lado, que contava todo contente que conheceu o Papa Francisco na Argentina muitos anos atrás, e várias outras coisas que meu espanhol ruim não compreendia… Acho que dormi no meio da conversa algumas vezes. Chegando à Veneza, após sair do terminal, foi como entrar em um set de filmagem, com as casas pitorescas e seus canais. A primeira coisa que fiz, foi dar uma volta pelas ruas próximas, não acreditava no que estava vendo, parecia que ao dobrar uma ou duas ruas, veria vários carros e casas normais, como se tudo isso não passasse de um estúdio de filmes.

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Aproveitei 3 dias para tentar passar por cada pequena viela de Veneza, e foi muito legal, e sim, apesar da Basílica, a Praça e o Campanário de São Marcos merecerem ser lembrados, tenha certeza que todos os lugares são pitorescos e únicos, por isso, minha dica é, ande até encontrar seu lugar preferido, e quando encontrá-lo, aproveite sem pressa.

 

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Era hora de seguir para o próximo destino, e já que todos os caminhos levam até Roma…

 


 

O que me chamou atenção em Veneza:

-Algumas pessoas dizem que o cheiro dos canais não são muito agradáveis, mas eu não percebi nada. (Embora eu deva alertá-los que tenho rinite/sinusite, e não sou padrão para opinar).

-O deslocamentos entre as partes da ilha é feito através de barco, que pode-se comprar o ticket para alguns dias, o qual deve estar com você sempre que utilizar o transporte. (Dos 5 dias que fiquei lá, ninguém pediu para eu mostrar o ticket, mas é bom garantir).

-Como nem sempre as águas estão calmas, algumas pessoas vivem caindo no embarque e desembarque (cuidado).

-Muitas pessoas entravam com GPS nas vielas de Veneza para não se perder, mas não se preocupe tanto e desacelere, isto é uma ilha, não há como se perder.

-Muitas janelas ficam voltadas para as vielas e canais, é inevitável em certo momento sentir como se estivesse invadindo a privacidade dos moradores.

 

Gostou desse post? Aposto que você também vai gostar das dicas do que fazer em Paris e em Londres.

 

 

 

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