Eurotrip – Parte IV

Como todos os caminhos levam até Roma…

Ao retornar de Veneza, cheguei novamente em Roma, onde a primeira impressão (na realidade seria segunda impressão) foi caótica, e isso me fez lembrar que com certeza este é um traço que veio de barco até as Terra Brasilis.

Corri para deixar minha mochila no Hostel e fui conhecer a cidade, que apesar de apresentar em vários pontos, sua famosa arquitetura, em muitos locais elas estão descuidadas e vandalizadas, com exceção dos pontos famosos, que mostravam apenas desgaste natural do tempo e conflitos de época.

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Resolvi começar pelo Coliseu, símbolo máximo do Império Romano e da política do pão e circo (ate porque naquela época não existia TV). Ver pessoalmente um lugar que esteve presente em vários acontecimentos históricos, em certos momentos é de bugar o cérebro.

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Voltando ao Hostel, conheci uma Chilena chamada Marta, que estava a 3 meses em Roma para aprimorar o Italiano, combinamos de ir no dia seguinte cedo ao Vaticano, não perderia a chance de ter essa visita guiada.

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Fomos conversando sobre o Chile, que sem dúvidas é o país que mais gosto da América Latina, quando chegamos na Praça de São Pedro, reparei que havia alguns equipamentos de Raio X (como os de aeroporto),  guarda pesada e uns dois policiais entediados e com sono operando os equipamentos de segurança. Após Marta passar suas coisas e vencer a triagem, coloquei minha mochila Curtlo Kalahari que sempre levo comigo, no equipamento de Raio X, enquanto eu aguardava ao final da esteira do equipamento, o alarme disparou e o guarda responsável pela checagem gritou: “Para esse garoto” (sim, definitivamente não tive sorte em Roma 🙁 ), quando peguei minha bolsa, percebi que além dos 2 policias entediados, mais 3 seguranças chegavam próximos a mim, ele pediu para eu abrir a bolsa, tirei tudo que lembrava ter dentro, nada de anormal, ate chegar nos bolsos laterais e sentir o peso do meu canivete Leatherman, que sempre levo comigo quando viajo, mostrei a ele, e na hora que ele percebeu a lâmina e o alicate, ele arregalou os olhos (tudo bem que o canivete é bom, mas nada explica a surpresa do policial) e disse que eu não poderia entrar portando canivete (bom, pelo menos esse não quis ficar falando Italiano comigo), me deu duas opções, ou eu jogava fora para entrar, ou teria que ir embora.

Jogar fora a única coisa que comprei para mim na viagem? No way, dei meia volta e fui embora, ficaria para uma próxima conhecer o Vaticano.

Aproveitei o dia na companhia do meu canivete, até porque a Marta conseguiu entrar, já eu, fui conhecer o Fórum Romano e Palatino.

 

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Uma das partes mais legais de Roma são suas fontes, e sim, a Fontana de Trevi é linda, mas há várias outras que merecem ser conhecidas, e para conhece-las, basta andar pela cidade

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Apesar de que quando se fala em Roma, uma das primeiras coisas que vêm em mente é o macarrão e a pizza, e em minhas andanças em Trastevere, conheci alguns lugares que vendiam vários cortes de carne defumados e condimentados, o qual eles usavam para fazer lanches na hora, como muitas vezes eu não entendia qual era o corte, escolhia baseado no visual da peça, e os lanches sempre ficavam ótimos, sinto muita falta do bairro e da comida.

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Alguns dias depois, resolvi ir novamente ao Vaticano, desta vez sem meu canivete, e como não ouvi o que a Marta me sugeriu, fui um pouco mais tarde e a fila serpenteava pela Praça de São Pedro. Esperando na fila, reparei que dois homens falando Espanhol entraram atrás de mim, tomando o lugar de 4 chinesas, elas reclamaram e eles não saíram, tentei argumentar em Inglês com eles (ate porquê sou um latino americano que não sabe falar espanhol), e ele me mandou um “no entiendo”, não me compreende? Ok, mandei então um “Get Out“, eles perceberam que não conseguiriam ficar ali e desistiram.

Infelizmente isto se repetiu algumas vezes em outros lugares da fila, o que estava me incomodando bastante (A lei de Gerson vai além de nossas fronteiras). Chegando próximo ao ponto onde as filas seguem com baias, o que impediria o pessoal de furar fila, aparecem duas moças querendo furar, bom, eu poderia dizer apenas que elas não poderiam entrar na minha frente, mas isso não faria com que elas desistissem, então resolvi fazer uma pequena maldade. Passei pela baia, avancei uns 10 metros e reparei que elas ainda continuavam tentando furar fila com seus óculos e cabelo no rosto, para tentar não serem identificadas, então calmamente parei, olhei para elas e disse alto o bastante para que muitos pudessem ouvir “Vocês não estão cansadas de tentar furar fila? Se tivessem ido para o final quando falei com vocês a primeira vez, já teriam entrado” (mentira, fiquei umas duas horas para chegar nesse ponto da fila), elas continuaram insistindo, então complementei “é com vocês duas que eu estou falando, você, loira de camisa branca, e sua amiga com esse óculos estranho“, as duas se olharam vermelhas e desistiram, ou ao menos ficaram um bom tempo sem tentar, pois todos olhavam para elas.

Somente após entrar na Basílica de São Pedro que é possível perceber sua magnitude, apesar de até o momento ter considerado a Catedral de Notre Dame a mais bonita que tive oportunidade de conhecer. Também não pude perder a oportunidade de subir ate a cúpula e ter uma vista privilegiada da Praça e de Roma.

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Saindo da Basílica, segui em direção ao museu do Vaticano, que apesar do grande acervo, foi o museu que eu menos gostei, pois infelizmente não é possível escolher as galerias que quer conhecer, você precisa ir passado por elas em um caminho fixo, e pode ter certeza que não há corredores largos o bastante quando se tem um grupo de 40 chineses parados para ouvir o seu guia, ou seja, quando esses grupos paravam, todos atrás também paravam, o que era para ser um passeio no museu, acaba se tornando uma procissão à capela sistina, em que o seu ritmo depende da quantidade de pessoas com seus grupos, que fechavam o caminho.

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Saindo do Vaticano, cansado de ver tantos turistas, (principalmente chineses) comecei a pensar no meu próximo destino, que teria que ser um lugar menos movimentado e fora da Itália.

 

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Coisas que me chamaram atenção em Roma:

-Os Italianos parecem estar brigando, mas estão apenas conversando.

-Desorganização.

-Não, a Torre de Pisa não fica em Roma.

 

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