Ilha do Mel e Curitiba

Depois das aventuras nas trilhas de Florianópolis, continuamos nossa rota e a próxima parada foi a Ilha do Mel no Paraná. A ilha faz parte do município de Paranaguá e é um ponto turístico de muita importância no estado do Paraná. Para conseguir acessar a ilha existem saídas de barco tanto de Pontal do Sul (30min), quanto de Paranaguá (1h45min), exatamente pelo tempo do trajeto, decidimos deixar o carro estacionado em Pontal do Sul.

Travessia de barco para acessar a Ilha do Mel.

Travessia de barco para acessar a Ilha do Mel.

Para chegarmos em Pontal do Sul foram cerca de 290 km e 5 horas dirigindo, por fim, ainda pegamos uma Balsa em Caiobá-Guaratuba (R$6,00) para poder atravessar o rio e chegar em Pontal do Sul. Lá encontramos pessoas na rua informando sobre estacionamentos e saídas para a Ilha do Mel. Deixamos o carro no estacionamento da empresa Sene para pernoitar. Já no estacionamento eles ofereceram uma passagem de Táxi Náutico próprio da empresa, que poderia fazer a travessia até a Ilha do Mel na hora que quiséssemos por apenas R$ 5,00 a mais do que o valor dos barcos oficiais. Como eu e o Rafa havíamos conversado no dia anterior com uma empresa credenciada e eles nos aconselharam a pegar apenas barcos oficiais, não aceitamos a oferta dos táxis náuticos.

A pernoite em estacionamento com vaga coberta ficou R$40,00, eles também ofereceram um transfer até o porto onde compraríamos as passagens de barco.  Durante a temporada, os barcos partem a cada 30 minutos, e fora de temporada, a cada hora.

Cada passagem (ida e volta) custou R$35,00, e na hora de comprar você precisa decidir em qual parte da Ilha vai ficar, pois existem dois pontos de desembarque: Encantadas e Brasília (o qual atende também à Praia Grande, Farol e Fortaleza). Existe também uma linha regular de barco entre Encantadas e Brasília, que parte a cada hora.

A pousada que escolhemos para pernoitar foi a Moradas do Joaquim que ficava na parte de Brasília, então foi este o nosso destino escolhido.

A travessia no barquinho foi super tranquila e rápida, ao desembarcarmos na ilha já ficamos encantados, pois lá existem diversas pousadas e restaurantes para todos os gostos, até mercadinhos eles têm.

Novamente, como chegamos por volta das 11:00 na Ilha e ainda tinha um tempinho até o check in, decidimos conhecer o famoso Farol das Conchas. Seguimos as plaquinhas indicando a Praia do Farol e por fim conseguimos chegar. Eu estava de chinelo e mesmo assim a areia quente estava queimando meus pés, estava muito calor. Subimos uma escadaria para chegar até o Farol, foi uma caminhada de mais ou menos uns 10 minutos. A vista lá de cima é muito bonita, mas achei o farol mais encantador, quando visto de baixo, da praia.

Indicação das praias.

Ilha do Mel.

Esqueci de mencionar que era meu aniversário, e que fiquei muito grata de poder comemorar esta data especial ao lado de uma pessoa e um lugar incrível.

Decidimos ir até a pousada um pouco antes do horário, acabamos nos perdendo, pois as “ruazinhas” não possuem nome, e a pousada era um pouco escondida. Lá, fomos atendidos pela Adriana, que nos recepcionou da melhor forma possível, muito simpática e solicita, apresentou o quarto, deu informações super úteis da Ilha e recomendou restaurantes para almoçarmos. Adoramos a recepção, e não teve problema termos chegado antes do horário do check in. O quarto é super colorido e alegre, em um estilo bem rústico, o único problema foi a quantidade de pernilongos no quarto, que entravam pelas brechas na janela e porta.

Moradas do Joaquim

Moradas do Joaquim

Almoçamos no restaurante Mar e Sol que tinha um preço bacana, achamos que por ser uma ilha distante, as opções de restaurantes seriam bem restritas e caras, mas este cobrou um preço justo pelo almoço, e a comida é bem servida, pedimos dois pratos, e no fim, sobrou muita comida, o prato executivo com certeza serve um casal.

Depois de almoçarmos, decidimos ir conhecer a Gruta das Encantadas, que fica a cerca de 1:30 caminhando, pois a Gruta é na parte de Encantadas, o outro ponto de desembarque da ilha. Fomos mesmo assim, primeiro fizemos uma trilha (extensa, porem fácil), depois uma boa caminhada pela praia, passamos os obstáculos das pedras, por fim, subimos o morro do sabão que tem uma vista linda, seguimos a caminhada pela praia e chegamos até a Gruta das Encantadas. Para nossa sorte, a caminhada valeu à pena, pois a maré estava baixa e foi possível entrar dentro da Gruta e tirar fotos.

Caminho da trilha para a Gruta da Encantada.

Caminho da trilha para a Gruta da Encantada.

Caminho da trilha para a Gruta da Encantada.

Caminho da trilha para a Gruta da Encantada.

Caminho da trilha para a Gruta da Encantada.

Caminho da trilha para a Gruta da Encantada.

Não estranhem as fotos, pois sim, fiz uma trilha e caminhada longa passando por pedras e areia, usando um vestido longo e chinelinhos. Se eu pude, vocês também podem. Brincadeira, aconselho que usem roupas mais adequadas que as minhas e estejam preparados com água, repelente e protetor solar.

Gruta da Encantada.

Gruta da Encantada.

Na volta pegamos a linha regular de Encantadas até Brasília pelo valor de R$ 10,00 por pessoa e chegamos rapidinho na Pousada. Tomamos banho e fomos finalizar o dia na Pousada BeeHouse que possui serviço de quiosque. Pedi uma caipiroska e meia porção de linguiça calabresa.

Eu e o Rafa temos um lance sério com comidas em viagem, na maioria dos lugares que conhecemos em viagens que fizemos juntos, quase sempre teve alguma comida que deixou saudades. Nessa viagem, até o momento não tínhamos encontrado algo que nos fizesse ter essa sensação, até que uma mera porção de calabresas chegou, acompanhada de três molhinhos. Gente, sério, se estiverem na Ilha do Mel não deixem de pedir esta porção, pois eles fazem um melaço apimentado ma-ra-vi-lho-so, só provando para entender do que estou falando. É algo exótico, na primeira mordida você até pode achar estranho, mas só vai parar de comer quando acabar. É delicioso e ao mesmo tempo, simples. Tivemos que perguntar o que eles usavam, e nos disseram que era apenas açúcar, vinagre e pimenta. Quem gosta de comida agridoce vai pirar com este molhinho, e o mais legal é que já testei uma receita e o meu molhinho ficou bem parecido com o deles, para a minha alegria e do Rafa.

Nascer do Sol na Praia de Fora.

Nascer do Sol na Praia de Fora.

No dia seguinte acordamos de madrugada para ver o nascer do sol na Praia de Fora, que dá vista para o Farol, foi um dos nascer de sol mais lindos que tive o privilégio de presenciar, foi uma experiência única, assim como o pôr do sol em Torres, o nascer do Sol na Ilha do Mel ganhou 5 estrelas de tão espetacular.

Nascer do Sol na Praia de Fora.

Nascer do Sol na Praia de Fora.

Nascer do Sol na Praia de Fora.

Nascer do Sol na Praia de Fora.

Nascer do Sol na Praia de Fora.

Nascer do Sol na Praia de Fora.

Nascer do Sol na Praia de Fora.

Nascer do Sol na Praia de Fora.

Nascer do Sol na Praia de Fora.

Nascer do Sol na Praia de Fora.

Nascer do Sol na Praia de Fora.

Nascer do Sol na Praia de Fora.

Vista para o Farol das Conchas.

Vista para o Farol das Conchas.

Vista para o Farol das Conchas.

Vista para o Farol das Conchas.

Voltamos para tomar café na pousada e em seguida decidimos seguir viagem para nosso último destino: Curitiba.

De Pontal do Sul até o Hotel Estância Santa Cruz, que nos hospedamos em Curitiba, foi em torno de 140 km, pois decidimos ir pela PR-410 e conhecer a Estrada da Graciosa, pertencente ao governo do Paraná, que utiliza a antiga rota dos tropeiros em direção ao litoral do Estado. A estrada atravessa o trecho mais preservado de Mata Atlântica do Brasil, marcado pela mata tropical e pelos belos riachos que nascem na Serra do Mar. Valeu muito à pena ter feito esta rota, a estrada é muito bonita, a única coisa ruim, é que não possui acostamento, impossibilitando as paradas para tirar fotos.

Chegamos em Curitiba e decidimos que deixaríamos os passeios para o dia seguinte, já que estávamos bem cansados. O hotel que ficamos é bem grande e bonito, e pela primeira vez na viagem decidimos usufruir dos serviços oferecidos no estabelecimento e ficamos um tempinho na Hidromassagem, conversando e deixando o tempo passar.

De noite fomos comer na Cantina e Pizzaria Baviera que foi indicada por um amigo que também visitou Curitiba. Ele nos aconselhou pedir o Calzone, e foi isto que fizemos, para nossa felicidade, encontramos mais um restaurante que deixará saudades, e com certeza visitaremos novamente quando voltarmos à Curitiba. O calzone é delicioso e a porção para dois nos serviu muito bem e ainda sobrou bastante. Super recomendamos para quem estiver passando por Curitiba, não vão se arrepender, pois além da comida maravilhosa, o restaurante possui um ambiente romântico com estilo Germânico de época, velas nas mesas e música ambiente que casa com o local, enfim, espetacular.

Pronta para ir à Cantina e Pizzaria Baviera.

Pronta para ir à Cantina e Pizzaria Baviera.

No dia seguinte acordamos bem cedo e estava caindo a maior chuva, mesmo assim não desistimos de turistar, tomamos café da manha e saímos de carro. Primeiro fomos até a Opera de Arame, um teatro muito bonito, o nome é por causa do estilo construtivo, feito de tubos de aço e estruturas metálicas, coberto com placas transparentes de policarbonato, lembrando a fragilidade de uma construção em arame. Em seguida fomos até o Parque Tanguá, área de 235 mil m², lugar de um antigo complexo de pedreiras desativadas, um parque muito legal que possui uma cascata, dois lagos, um túnel artificial que pode ser visitado de barco ou à pé e até um mirante. Tiramos algumas fotos até a hora que começou a chover muito forte e voltamos para o carro. Tentamos ir até o Jardim Botânico, mas não conseguimos sair do carro devido à chuva intensa, ficamos sem conhecer o cartão postal de Curitiba, motivo para voltar, pois amamos a cidade.

Ópera de Arame.

Ópera de Arame.

Ópera de Arame.

Ópera de Arame.

Ópera de Arame.

Ópera de Arame.

Parque Tanguá.

Parque Tanguá.

Parque Tanguá.

Parque Tanguá.

Parque Tanguá.

Parque Tanguá.

Parque Tanguá.

Parque Tanguá.

Parque Tanguá.

Parque Tanguá.

Parque Tanguá.

Parque Tanguá.

Parque Tanguá.

Parque Tanguá.

Assim finalizamos nossa trip, e pegamos a estrada de volta para São Paulo. No caminho, próximo a Curitiba, em Palmitalzinho, passamos em uma Adega muito bacana chamada Família Fardo , lá eles nos apresentaram todo o local, onde fabricam e armazenam o vinho, e por fim fizemos a degustação, o ambiente é muito legal, as paredes são todas em pedra Basalto, dando um ar bem rústico ao local. O vinho é delicioso, recomendo para quem curte.

Para finalizar os posts dessa viagem incrível pelo Sul do Brasil, seguem os gastos totais que tivemos ao longo dos 10 dias:

Gasto total com comida para dois (restaurantes e mercados): R$ 800,00.

Gasto total com Hotéis em quarto de casal: R$ 1.629,00.

Gasto total com Combustível: R$ 765,00.

Gasto total com Pedágios: R$ 70,00.

Total: R$ 3.264,00.

Viram como nem sai caro conhecer as maravilhas do Sul do Brasil? Espero que estejam animados e partam para uma aventura como a nossa.


Hotel Estância Santa Cruz: Hotel muito legal e espaçoso, café da manhã com várias opções, localização e atendimento bons. Nota: ♣♣♣♣♣.

 

 

2 comments

  1. Thuany diz:

    A ilha é muito linda né? Deu saudade de quando acampei lá com meu namorado! Infelizmente não pegamos dias de sol tão lindos, mas valeu a pena, do mesmo jeito. <3 E quase morremos pra ir de Encantadas pra Brasília! A maré estava alta e tivemos dificuldades na parte das pedras. E Curitiba é a minha cidade! Fico feliz que tenha gostado. 😀

    • Mika Ephemeron
      Mika Ephemeron diz:

      Ah que honra ter um comentário seu no nosso blog, aliás, é o primeiro comentário do blog. Ilha do Mel é só aventura né? Achei incrível, além de tudo ainda é super romântico lá. Quero muito voltar um dia. E sobre Curitiba, eu AMEI, seria o lugar perfeito para eu morar rsrs, mas por enquanto vou ficando em SP mesmo. :*

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