Salar de Uyuni, Bolívia – Travessia de 4×4 – Parte II

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Parte I da Travessia pela Bolívia.

Dando continuidade ao post, acordamos de madrugada e ainda caia uma chuva fraca, mas fomos mesmo assim, na pior das hipóteses teríamos que desviar a rota. Felizmente deu tudo certo, e conseguimos chegar antes do nascer do Sol. O lugar é magnífico, surreal, como estava chovendo, parecia que estávamos passando de carro pelo mar, pois o céu refletia o chão de sal molhado da chuva.

Salar de Uyuni

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Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

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Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

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O nascer do sol foi o mais bonito que já vi até hoje, aquele tom laranja refletindo na planície branca sem fim, só vendo para ter noção da grandiosidade do momento. O nosso motorista era muito gente boa e tirou fotos de todo mundo no nascer do sol, ficamos bastante tempo lá, e quando já estava completamente claro, voltamos para o carro e seguimos até a Isla Incahuasi, que é a “ponta” de uma ilha que realmente existiu, há milhares de anos, quando todo o Salar de Uyuni era um grande lago.

Isla Incahuasi

Isla Incahuasi

Isla Incahuasi

Isla Incahuasi

Isla Incahuasi

Isla Incahuasi

Lá é possível fazer uma pequena trilha para ter acesso a um mirante que dá vista de 360° para o Salar. Também dá pra conhecer os maiores cactos da ilha. Achei aquele povoado parecido com um oásis no meio do mar de sal, lá existem serviços básicos, como banheiros, cafeteria, lojinha de lembranças e um pequeno museu.

Isla Incahuasi

Isla Incahuasi

Isla Incahuasi

Isla Incahuasi

Isla Incahuasi

Isla Incahuasi

Após conhecer a ilha paramos para tomar café da manhã, o melhor de toda a travessia. Em seguida tiramos várias fotos, andamos pelo Salar e voltamos para o carro, que seguiu caminho até o Museu de Sal, lá entramos para conhecer o local. Dentro do Museu tem banheiro (pago), e vende snacks e bebidas. Compramos uma Coca Cola que degustamos em meio ao deserto de sal.

Café da manhã na Isla Incahuasi

Café da manhã na Isla Incahuasi

Salar de Uyuni

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Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Museu de Sal

Museu de Sal

Salar de Uyuni

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Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

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Por fim, fomos até o Cemitério de Trens, local onde encontram-se várias carcaças de trens abandonados e enferrujados. Por incrível que pareça o local é muito interessante e a disputa para tirar fotos é grande, os trens são cheio de pichações, a maioria com a frase “Assim é a vida“.

Cemitério de Trens

Cemitério de Trens

Cemitério de Trens

Cemitério de Trens

Cemitério de Trens

Cemitério de Trens

Cemitério de Trens

Cemitério de Trens

Cemitério de Trens

Cemitério de Trens

Cemitério de Trens

Cemitério de Trens

Cemitério de Trens

Cemitério de Trens

Cemitério de Trens

Cemitério de Trens

Cemitério de Trens

Cemitério de Trens

Cemitério de Trens

Cemitério de Trens

Após as fotos, paramos para almoçar, e preciso contar que foi a comida mais gostosa dessa travessia, pois tinha filé de frango empanado, que eu e o Rafa desconfiamos não ser bem um frango, e sim um flamingo, devido ao tamanho do filé. Sério, o filé mais grande que já vi na vida, quase não cabia no prato, mas estava muito bom.

Para quem não pretende voltar para o Chile, a travessia acabava ali mesmo, o motorista geralmente faz a gentileza de deixar o pessoal na rodoviária ou algum ponto próximo do vilarejo. Eu e o Rafa voltaríamos para o Chile junto com o Argentino, então o motorista nos deixou na agência que ele trabalhava para que aguardássemos outro motorista que seria o responsável por nos levar de volta ao Deserto do Atacama. É importante saber que todo mundo dá uma caixinha ao motorista no final da travessia, e foi o que fizemos.

Esqueci de comentar que todos os banheiros públicos na Bolívia você paga (caro) para usar e que não são muito agradáveis quanto a limpeza, e quando chegamos na agência eu perguntei à atendente se tinha banheiro, ela negou e informou que apenas do lado de fora teria banheiro público, maaaas, quando fui verificar, o banheiro público estava fechado.

Voltamos para agência e a atendente informou que havia entrado em contato com um motorista e que ele chegaria em torno de mais ou menos umas três horas, que a gente podia dar uma volta pelo vilarejo nesse tempo. Como estávamos muito cansados decidimos aguardar na agência mesmo, ela concordou e informou que daria uma rápida saída.

Assim que ela saiu, perguntamos para algumas pessoas que circulavam no local onde teria um banheiro público mais próximo, e para nossa surpresa, tinha banheiro ao lado da sala da atendente. O que fizemos? Usamos , é claro.

Quando o motorista chegou, bastante tempo depois, seguimos viagem de volta, junto com o Argentino e mais dois Brasileiros. Paramos em um hostel para pernoitar, chegaríamos no Deserto do Atacama apenas no dia seguinte.

Não sei exatamente por qual motivo, mas esse motorista da volta estava para poucos amigos, e ficava dando broncas na gente por qualquer motivo, ficamos inclusive um pouco receosos com ele, mas no fim das contas, deu tudo certo.

No dia seguinte acordamos de madrugada e descobrimos que voltaríamos com outro motorista. Me senti aliviada, e tive certeza que o outro realmente não tinha gostado da gente.

Na volta, o carro quebrou e o novo motorista teve que pedir ajuda para outros que passavam pelo caminho. Enquanto a gente esperava eles consertarem o veículo, tiramos algumas fotos magníficas.

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Chegamos até o ponto de imigração da Bolívia e tivemos que pagar para sair. Sim, eles cobram para você sair do País, acreditem.

Depois que pagamos a taxa e voltamos para retirar nossas mochilas do carro, para nossa surpresa, o motorista já tinha ido embora e deixado nossas coisas jogadas no chão.

A volta para o Chile de fato foi a parte mais desagradável da viagem, até hoje tento entender o porque de terem nos tratado tão mal, mas isso não foi o suficiente para estragar nossa viagem.

Pegamos a van que havia nos deixado no início da viagem, e por fim, chegamos no Atacama, passamos pela aduana novamente, carimbamos nosso passaporte e fomos deixados na porta do Ayllu, onde teríamos mais uma estadia e passeio marcado.

Eu e o Rafa estávamos muito cansados e acabamos desistindo do passeio que já estava marcado, tomamos banho, saímos para comprar alguns souvenirs e de noite ficamos no bar do hostel, tomamos pisco sour e comemos um pastelão de carne de lhama, que confesso, não é gostoso.

No dia seguinte, o transfer Pampa foi nos buscar na hora marcada e nos levou até o aeroporto de Calama, e para finalizar nossa saga de sorte no aeroporto, a atendente nos passou uma série de informações em espanhol na hora do check in, acontece que nós não entendemos nada que ela havia dito, ela percebendo nossa cara de “hãn“, perguntou se queríamos que ela falasse em inglês, concordamos, e assim que ela terminou, ainda não tínhamos entendido muito bem, mas chegamos ao consenso de que ela havia dito que quando chegássemos em Santiago a gente deveria retirar as malas e fazer o check in novamente. Agradecemos e pegamos o voo.

Já em Santiago nos dirigimos até a esteira e ficamos lá esperando por quase uma hora as nossas malas chegarem. Nosso tempo de espera nesse aeroporto era de duas horas, e como só faltava uma para o voo até o Brasil sair, eu comecei a ficar preocupada. Procuramos algum atendente e contamos que nossas malas não tinham chegado, os atendentes pediram que nos dirigíssemos até o local onde fazia check in para verificar se tinha algo de errado, e foi o que fizemos, lá tinha um aglomerado de pessoas reclamando em português com um funcionário, fui até lá e falei que nossas malas não chegaram e que nosso voo estava quase saindo, o atendente pegou nossas passagens e com a maior naturalidade do mundo disse que o voo já estava encerrado, que não poderíamos mais embarcar.

Fiquei muito brava nessa hora, como assim não poderíamos mais embarcar? e nossas malas? Ele nos indicou outra funcionária, fui até ela e expliquei o ocorrido, ai a atendente me informou que não era para termos esperado as malas, que no aeroporto de Calama, na hora do check in, deveriam ter nos dito que as malas iam direto de um avião para outro. Fiquei inconformada, agora tava explicado o que a moça em Calama estava tentando nos informar.

Contei uma pequena mentira, dizendo que não tinham nos dito isso, e depois de um grande momento de tensão, em que eu estava um pouco descontrolada falando que se não podíamos entrar no avião, que eles dessem um jeito de tirar nossas malas de lá, acabaram decidindo que devido ao mal entendido, abririam uma exceção e estávamos autorizados a embarcar, mas que tinha que ser muito rápido.

Corremos para passar na Polícia Federal e finalmente conseguimos embarcar, para nossa sorte não foi preciso pagar outro voo. UFA.

Embora tenha ocorrido diversos mal entendidos e situações estranhas na viagem, eu amei ter conhecido esses dois Países, e com certeza voltaria, se eu tivesse oportunidade.


DICAS:

  • Para a travessia leve 5 litros de água por pessoa.
  • Leve umidificador para os olhos e nariz + protetor labial.
  • Mastigue folhas de coca ou tome o chá.
  • Leve alguns snacks (biscoitos, frutas), mas não precisa exagerar.
  • Tome cuidado com o que você come.

GASTOS:

Passagens e seguro viagem para 2 (ida e volta): R$2.800,00

Transfer para 2 (ida e volta): R$ 230,00.

3 diárias em quarto de casal com banheiro privativo + Passeios: Valle de La Luna, Geyser El Tatio, Laguna Cejar e Salar de Uyuni para 2: R$ 2762,00.

 

Lembrando que era esse valor em 2014.

 

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